terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Tocando em Frente



Almir Sater


Composição: Almir Sater e Renato Teixeira

Ando devagar

Porque já tive pressa

E levo esse sorriso

Porque já chorei demais



Hoje me sinto mais forte,


Mais feliz, quem sabe


Eu só levo a certeza


De que muito pouco sei,


Ou nada sei



Conhecer as manhas

E as manhãs

O sabor das massas

E das maçãs



É preciso amor

Pra poder pulsar

É preciso paz pra poder sorrir

É preciso a chuva para florir



Penso que cumprir a vida


Seja simplesmente


Compreender a marcha


E ir tocando em frente



Como um velho boiadeiro

Levando a boiada

Eu vou tocando os dias

Pela longa estrada, eu vou

Estrada eu sou



Conhecer as manhas

E as manhãs

O sabor das massas

E das maçãs



É preciso amor

Pra poder pulsar

É preciso paz pra poder sorrir

É preciso a chuva para florir



Todo mundo ama um dia,


Todo mundo chora


Um dia a gente chega


E no outro vai embora



Cada um de nós compõe a sua historia


Cada ser em si


Carrega o dom de ser capaz


De ser feliz



Conhecer as manhas

E as manhãs

O sabor das massas

E das maçãs



É preciso amor

Pra poder pulsar

É preciso paz pra poder sorrir

É preciso a chuva para florir



Ando devagar

Porque já tive pressa

E levo esse sorriso

Porque já chorei demais



Cada um de nós compõe a sua historia


Cada ser em si


Carrega o dom de ser capaz


De ser feliz

O RENASCER DA VIDA

Curiosamente pesquisando sites que pudessem me fazer elocubrar sobre temas que não conheço, encontrei o GER - SP - Canalizações, fiz a busca a partir da pergunta "Quem somos?"
Vejam que interessante!


Quem Somos

Palestras

Programação Publicações Canalizações Transição Pesquisas

Links

Esta página é dedica as Canalizações, Mensagens, Divulgações e Informativos

recebidos por nossos irmãos espalhados pelo Brasil e pelo Mundo.


Ao final destas canalizações, existe um material bastante interessante, "Os 7 dias (Períodos)", trecho do livro “Contagem Regressiva” de Luiz Gonzaga Scortecci de Paula, e outro sobre "As Profecias Maias". Vale a pena lê-los e tirarem suas próprias conclusões "sobre os dias que vivemos atualmente", a separação do Joio e do Trigo.


A Grande Noite Terrestre

Paz, Amor e Luz!

Que a Paz encontre abrigo nos corações terrestres.

Os sinais da Grande Guerra já marcam os territórios.

Não existe no planeta um único país que tenha se entregado fielmente à prática do Amor Cristão, todos em conflitos internos, pequenos e grandes.

As potências maiores, devastando e oprimindo os povos pobres, tornando-os subservientes.

A ação devastadora do Astro Higienizador que se aproxima da Terra, tem feito dos dias terrestres, noites de terror. À Luz do Sol, matam-se irmãos, sem saberem porque matam e porque morrem. É a instalação do caos.

O Oriente sucumbe em dores, o Ocidente também.

Os terremotos se tornarão mais freqüentes, as chuvas mais fortes e o sol escaldante. Então, descerá sobre o orbe, não só o aconchegante calor da Criação, porém descerá também à Terra o fogo destruidor, tornando vossas terras áridas e inférteis, secando vossas fontes.

Vós que tendes Fé, orai pela redenção dos ignorantes e preparai-vos, pois a "Grande Noite Terrestre" não se faz demorar.

Estamos convosco!

Zeus
Festival de Wesak, GESH - 25/05/2002

NOTA: Hoje, 19/01/2004, revisando a mensagem acima a fim de enviá-la para Internet, percebi o quanto ela é atual. (Extraído do Site do Ger-Vitória).

A Luz já retomou o seu lugar

Queridos irmãos:

É com grande satisfação que vemos o avanço de nossos colaboradores, cada vez mais generosos na parte final de nossos trabalhos nesse orbe.

É chegado o tempo tão esperado por alguns e tão temido por outros em que a Luz brilhará em todos os recantes desse magnífico planeta e em todos os corações daqueles que aqui permanecerem.

Aos irmãos que preferirem continuar a experimentar a matéria mais densa será concedida a oportunidade de ocupar outros corpos em mundos previamente preparados. Não existe novidade no que estamos comunicando, sabemos disso, apenas queremos que tenham cada vez mais claro e firme em seus espíritos que a Luz já retomou o seu lugar e que se prestaram bastante atenção perceberão que já se encontram vivendo na tão falada 4.ª dimensão; que suas vidas materiais e espirituais em nada se comparam com a daqueles irmãos com quem convivem e que ainda não despertaram para o real sentido das palavras do Cristo.

Devem perceber que a felicidade cada vez mais habita vossos corações. Devem prestar atenção que cada vez mais seus planos e sonhos se realizam. Seus verdadeiros sonhos, aqueles que sempre existiram em seus espíritos e que agora começaram a emergir. São sonhos que se tornam reais, pois fazem parte do Plano Divino, porque todos vocês são parte do Plano Divino, e quando tomam consciência desse fato realizam aquelas tarefas que aqui vieram realizar e dessa forma são cada vez mais felizes.

Esse estado de felicidade é somente experienciado em dimensões superiores à terceira, e por isso novamente afirmamos: já se encontram na 4.ª dimensão, e por tal fato, nós, seus irmãos que já caminharam um pouco mais, os saudamos, e juntos a todos vocês, trabalhadores incansáveis do Pai, dizemos graças a Deus.

Paz e luz cada vez mais abundante em suas vidas.

(Mensagem de 15/10/2003 - Extraído do Site do Ger-Rio)



_____________________________ Fim destas Mensagens _________________________________________



Trecho do
livro “Contagem Regressiva”



de Luiz Gonzaga Scortecci de Paula

Os 7 dias (Períodos)

Os 96 dias mais difíceis virão depois de Ohs Len, o Dia Áurico, depois portanto dos “três dias de Escuridão”. Numa tentativa de sistematizar os conteúdos ora disponíveis e que tratam desse processo de ruptura, podemos propor o seguinte esquema, com base na idéia de que serão sete etapas, sete “dias”, segundo os textos mediúnicos.
Primeiro Dia

O primeiro dos dias ( período) de Tzaráia, ao que se sabe, poderá ser identificado por uma seqüência particularmente dramática de turbulências climáticas com fortes conseqüências para o funcionamento das grandes metrópoles, os meios de transporte e de comunicações, e o regime de abastecimento de quase totalidade das comunidades urbanas de médio e grande portes. Conseqüência: fuga crescente e cada vez mais intensa e caótica de pelo menos um terço das populações urbanizadas no rumo do campo e das pequenas cidades. Fuga, em alguns casos, infelizmente, predatória e violenta, na base do ... “salve-se quem puder”. Esse “dia”, essa primeira etapa, será marcada por muitos aparecimentos de naves e alienígenas, em todo o mundo, por todos os lugares. Milhares de contatos se verificarão e muita gente começará a desaparecer, levada embora, até porque não são mesmo daqui e estarão já conscientes disso, voltando para suas “casas”. A crise cultural e religiosa estará em plena vigência. O mundo estará caminhando como pode. De alguma forma são os dias que estamos ora começando a viver, ainda que timidamente, pelo menos por enquanto ( primeiros meses de 1998, quando esse livro foi originalmente lançado ).

Segundo Dia

O segundo “dia” ( período ), dos sete que viveremos, ou estamos vivendo, será marcado pela escaramuças nucleares e guerras convencionais. Os problemas de clima, degelo polar, abastecimento e violência continuarão se agravando, assim como a questão UFO, que começará a arregimentar multidões de curiosos e a determinar novos posicionamentos das autoridades civis, militares, religiosas, científicas e governamentais. A existência dos ET’s será reconhecida internacionalmente nesse segundo dia, embora os melhores segredos oficiais sobre o assunto devam continuar sendo segredo. De repente, um artefato nuclear é lançado sobre alvo civil, possivelmente no norte da África, por grupos terroristas. É o fim do segundo “dia” e o início do terceiro.

Terceiro Dia

Amedrontadas, as nações da Terra acabarão sendo facilmente motivadas com a idéia de se promover uma grande reviravolta na situação global. Será quando a humanidade entregar-se-á ao controle pela face negra do Governo Oculto do Mundo, que buscará, a todo custo, e sob poderosos argumentos quase irrecusáveis, o controle geral, indivíduo a indivíduo, e de todos os recursos disponíveis, em todas as nações da Terra: é o chamado Dia do Anti-Cristo. A chefia dessa estrutura já nasceu, já cresceu e atua no mundo, e encarna, num homem aparentemente comum, mas poderoso, as finalidades dos Koddo’s, dos Gógui’s e dos Kammá-reon’s ( ET’s negativos ) e de seus aliados desencarnados, organizados em corjas verdadeiramente diabólicas, na sua luta por hectoplasma fácil e abundante e poder absoluto, proposta que nos levaria à destruição termonuclear, química e biológica da vida na Terra. Há tempos tem eles estado atuantes visando tal controle que só não conseguirá seus objetivos graças às pressões de Zháia, a inexorável força da lei que subjaz a tudo e que carrega o antídoto contra a situação que o sistema gerou, pois o controle só teria sucesso se fosse perfeito, e ele não o será, felizmente. Com o fracasso da super operação “ordem na casa”, suas lideranças caem no descrédito e saem de cena, dando lugar á incontrolável força da presença extraterrestre já absolutamente evidente, até porque muita gente já terá sido levada embora pelos ET’s. Muitas pessoas estarão se mudando para o campo e as montanhas, mais ou menos improvisadamente, para viver em condomínios rurais, clubes ecológicos de vivência, bairros “verdes” e pequenas aldeias autosubsistentes, bem como em pequenas cidades, sítios e fazendas. As cidades litorâneas já estarão bastante comprometidas com o problema do avanço do mar por conta do degelo cada vez mais acelerado das calotas polares.

Quarto dia

O quarto “dia” será o dia do Contato Generalizado. O mundo parará inteirinho, atônito, durante uns três meses e nada, absolutamente nada, funcionará a contento, de acordo com a as informações, uma situação relativamente fácil de ser prevista ! Nesse tempo, Eles, os ET’s, estarão por todos os lugares, acompanhando de perto a “viração” de milhões de pessoas em busca de uma solução para suas respectivas situações, enquanto a maioria estará entretida com a presença d’Eles, perplexa, sem iniciativa, contaminada pela surpresa absoluta, se não pelo desespero, pelo medo, enquanto outros mais estarão às voltas com as forças desenfreadas da natureza, que estarão às voltas com as forças desenfreadas da natureza, que estarão, então, devolvendo ponto por ponto os maus tratos que tem sistemática e generalizadamente sofrido em todos os rincões do planeta. Estará à mostra, de modo completo, todas as “sobras” da nossa humanidade, de cada um de nós todos. Ficará evidente o grau de podridão interna que estávamos a suportar, com o qual estávamos vivendo, o grau de nossa própria negligência cósmica para conosco mesmo, para com a vida, para com a Divindade em nós mesmos !

“A nossa simples presença vos chamará à razão, de sorte que, abertas todas as feridas, não restará ao mundo nada mais que um grande espelho onde cada rosto, cada povo, cada nação, cada governo, cada etnia estará a mirar-se, amargando tardiamente o tempo perdido, a obra inacabada, o juízo tecido, a ajuda negada, a mentira plantada, a culpa sentida, a carne ingerida, o medo vivido, a violência imposta, o amor negado, o teto devido, a terra demarcada, a floresta queimada, o prato vazio, a vida extirpada, a feiura admitida, a impunidade mascarada e a fronteira assinalada. Vosso rosto, vereis, está desfigurado. Irreconhecível ele está, Irmão” Hmara Didi.

As calotas polares, fortemente derretidas, elevarão as águas dos oceanos, e as cidades litorâneas de todo o globo, estarão, por essa época, totalmente comprometidas, rigorosamente inviáveis, além de ocupadas por grupos de vândalos e saqueadas. Terremotos, tornados e furacões, e o anômalo comportamento dos animais completarão o quadro já por demais caótico, dramático, pelo manos para os que fizerem questão de continuar agindo como desavisados de tudo.

Quinto dia

O quinto “dia” reunirá apenas três dias terrestres: será o Dia Áurico de Tzaráia, o Dia de Ohs Len, a Grande Noite. Será o mais curto deles, mas talvez o mais intenso, por envolver forças muito além da imaginação : as condições eletromagnéticas então vigentes ao redor da Terra não permitirão que a atmosfera transforme em luz visível a energia que recebe do Sol, e o mundo conhecerá uma escuridão quase total, complicada pelos problemas de material em suspensão na atmosfera, lançado pelos vulcões. Ao final, teremos uma população fortemente diminuída, tanto por conta dos desencarnes voluntários ( suicidas covardes ) como involuntários em massa, como por conta do fato de que muita gente terá ido embora mesmo, a bordo de naves, enquanto outras estarão nos mundos subterrâneos, mais ou menos profundos, acompanhados ou não, por Espaciais, ou isoladas em comunidades de montanha ( “núcleos de transição “), perdidas por aí, em mil e um lugares diferentes, devidamente protegidos por intervenção alienígena.

Sexto dia

O sexto dia será o dia d’Ele, de Dóton, o Astro Higienizador. O dia clareará, o céu apresentará colorações inéditas, e estará sendo riscado cada vez mais por meteoritos. No céu, uma curiosa “estrela” chamará a atenção de todos os que estarão ainda por aqui. De repente, pedras e mais pedras cairão, de início compostas de pós diversos, ricos em ferro e outros minerais, em grandes massas disformes de gelo. Depois virão rochas escuras, ricas de cobre, por exemplo, até que um cometa corta o céu. É ele o dito Anunciador, Áhra. Ao ser visto um outro corpo celeste, um bólido que lembra o formato de um grão de arroz, conhecido pelos ET’s pelo estranho nome de “Konggo”, adentrará a atmosfera e atingirá a Terra, no mar, e ondas gigantescas e muito vapor se levantarão, competindo com os maiores maremotos que a Terra já viu acontecer. Nesse dia, no dia do impacto, o maior vulcão da Terra nascerá, no Pacífico. Não será “El Niño” esse vulcão, que ainda não se mostrou, nem mesmo nas profundezas do mar que hoje lhe cobre ? Dias depois, a “ Estrela de Belém”(Dóton), que segundo as crenças da época estaria anunciando o renascimento de Jesus numa nova manjedoura, desaparece do céu, deixando todos atônitos ! Teria Jesus desistido da Sua promessa ? – Indagará o povo, confuso e inseguro, mal orientado. Em pouco tempo ela, na verdade e errante Dóton, estará de volta. Quando estiver em seu ponto de maior proximidade com a Terra voltará a ser visto no céu do tamanho do Sol poente. A Terra, então, se desgoverna, tem seu eixo alterado, seus pólos migram e as ondas oceânicas já não mais poderão ser chamadas de ondas”: em várias partes do mundo elas chegarão às costas dos continentes com mais de 700 metros de altura, frontalmente ou em diagonal, a grande velocidade:

“Anotai, para que não possais dizer um dia que dessas coisas não fostes avisados: haverá lugares de terra firme que, mesmo a 640 medidas ( metros ) de altura, conhecerá água salgada. Nesse tempo uns não saberão dos outros. Cada lugar terá seu céu e seu inferno”. Mabi Isa.

O céu ficará encoberto, e depois choverá sem parar. Haverá frio e calor intensos, ruídos estranhos marcarão os dias e as noites, até o dia sétimo.

Sétimo Dia

“E no sétimo dia haverá uma trégua e ela não conhecerá seu fim. A vida mostrará sua força, a natureza se acomodará e um paraíso que já existia começará a raiar no horizonte, enquanto a Terra estará mergulhando em si, reencontrando-se com seu Caminho de Luz, outrora dela afastado por obra da Perfeição”. Mabi Isa.

Sim, é como se existisse uma outra Terra física, um “espectro” que vinha se formando em paralelo e que nesse dia se fundirá à Terra que conhecemos.



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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

MEU CARO AMIGO

Meu caro amigo, desesperado e sozinho dentre tantas pessoas.
Vês sorrisos e rostos e enxerga apenas a solidão ao teu lado.
Perdido na inércia e sem forças para arrastar os pés.
Pensas que naquele corpo deixou a felicidade?
Ledo engano, a felicidade depende apenas de ti.

Busca dentro do teu coração as razões das tuas culpas e compartilhe-as com quem pensas que magoou.
Entenda que a vida é sempre um recomeço, porisso não existe felicidade perene.
Tende a olhar a crise sob a perspectiva do credor. Quantos créditos você tem?
São tantos que não consegue contar.

No entanto, só exergamos os labirintos colocados a nossa prova...
Ficamos tão cegos, pensando nos nossos problemas, que esquecemos que existe um mundo lá fora!
Ei, atenção! existe vida lá fora. O mundo não gira somente em nosso derredor.
O nosso problema não é um único problema e nem vai ser o último. Graças a Deus!

É nossa escola, é nosso aprendizado!
É a roda de Sansara, tratando da evolução do ser humano.
Temos pés, temos mãos, temos olhos, enfim, temos saúde e se quisermos podemos ter muito mais!!!
Basta cuidarmos do corpo e da mente.
Não falo em religião, mas sim em pequenas reflexões diárias, um pouco de meditação e muita parcimônia.
O mundo é nosso! Vamos viver com muito sorriso "largo" no rosto!!!!
Levanta, encara, viva e deixe viver.
Afinal, quem é você ?
A Política Jurídica e Kelsen

13/12/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 12/12/2010 às 22:44:19


Geraldo Doni Júnior

Como já se disse, filosofar é procurar o sentido das coisas.
Porque existe o Direito?
Para que existe o Direito?
Qual o sentido da história do Direito?
Que é Direito?
Em que se funda ou se legitima o Direito?


A busca incessante gera os conceitos que serão aplicados pelo cientista e pelo político do direito. Afinal, só se lida com as normas dominando os conceitos.


Assim sendo, o tema exige uma comparação entre a política do direito e o pensamento Kelseniano, justificando a priori a busca de um conceito ou, pelo menos, uma tentativa, que de certa forma possa demonstrar a diferença e ao mesmo tempo comparar o pensamento de Kelsen com relação à Política Jurídica.


Kelsen, trata da ciência do direito e não da Política do Direito. Seu estudo In "Teoria Pura do Direito" visa o direito que é e não o direito que deve ser.


Kelsen ao escrever "A Teoria Pura do Direito", mirou um estudo exclusivo, voltado à criação de um método científico para o conhecimento jurídico(1). Nesta obra, Kelsen discute e propõe os princípios e métodos da teoria jurídica.


Busca Kelsen colocar o direito dentro de um estudo próprio, sem a miscelânea proposta à época por alguns juristas, mais especificamente do século XIX cujos debates metodológicos poderiam por em cheque a autonomia da ciência jurídica. Tanto que para alguns era fundamental a junção com outras ciências humanas e para outros a liberação da ciência jurídica deveria desembocar em critérios de livre valoração, não faltando os que recomendavam uma volta aos parâmetros do direito natural, como bem cita Tércio Sampaio Ferraz(2).

O princípio da pureza visa unicamente a norma. Dessa forma o direito para o operador deve ser encarado unicamente como norma e não como fato social, porque ele é o direito que é e não o direito que deve ser. Tanto que Kelsen foi acusado de reducionista, esquecendo das dimensões sociais e valorativas, de fazer do fenômeno jurídico uma mera forma normativa, despida de seus caracteres humanos, segundo Sampaio Ferraz(3).


Sua idéia era a de que uma ciência que se ocupasse com tudo poderia se perder em ilações estéreis. Assim sendo, seu pensamento, defendia a neutralidade científica aplicada à ciência jurídica. Defendia também a tripartição entre o jurídico, o moral e o político.


A noção de norma para Kelsen tem como premissa a distinção entre as categorias do ser e do dever ser, como bem cita Sampaio Ferraz(4) , que ele vai buscar no neokantismo de sua época. A consciência humana, diz ele, ou vê as coisas como elas são (a mesa é redonda) ou como elas devem ser (a mesa deve ser redonda). Normas, nesses termos, são prescrições do dever ser. Elas conferem ao comportamento humano um sentido prescritivo. Assim, levantar o braço numa assembléia pode Ter um sentido descritivo (fulano levantou o braço) ou um sentido prescritivo (levantar o braço deve ser entendido como voto a favor de uma proposta).


Enquanto prescrição, a norma é um comando, é o produto de um ato de vontade, que proíbe, obriga ou permite um comportamento...

Normas valem. Sua existência específica é a sua validade.


Neste passo, Kelsen torna a ciência jurídica pura de normas. Porque, entende ele, que cada norma vale não porque seja justa, mas porque estará sempre interligada a uma norma superior que culmina numa norma fundamental.

Disse Kelsen:


"Desde o começo foi meu intento elevar a jurisprudência, que - aberta ou veladamente - se esgotava quase por completo em raciocínios de política jurídica, à altura de uma genuína ciência, de uma ciência do espírito. Importava explicar, não as suas tendências endereçadas à formação do Direito, mas as suas tendências exclusivamente dirigidas ao conhecimento do Direito, e aproximar tanto quanto possível os seus resultados do ideal de toda a ciência: objetividade e exatidão". (Contracapa do livro "Teoria Pura do Direito")


POLÍTICA DO DIREITO

Já ao tratarmos da política do direito, temos uma visão mais abrangente de todo o universo jurídico, posto que seu objeto seja, através de uma série de atividades, elaborar um conjunto de estratégias na busca dos fins do direito (justiça, paz social, seguridade social etc). Enfim, buscando por meio de mudanças um direito melhor. Ou, melhor ainda:


"Política Jurídica é a disciplina que tem como objeto o Direito que deve ser e como deva ser, em oposição funcional à Dogmática Jurídica, que trata da interpretação e da aplicação do Direito que é, ou seja, do Direito vigente. 2. Diz-se do "com junto" de estratégias que visam a produção de conteúdo da norma, e sua adequação aos valores Justiça e Utilidade Social ou ainda... 3. Complexo de medidas que têm como objetivo a correção, derrogação ou proposição de normas jurídicas ou de mudanças de rumo na Jurisprudência dos Tribunais, tendo como referente a realização dos valores jurídicos..."(5)


A Política Jurídica deve corresponder aos valores do direito, quais sejam: uma melhor adequação aos princípios do direito, melhor dizendo, adequação das normas aos princípios gerais do direito.


Conforme anotações de aula proferida pelo ilustre professor Dr. Orlando Ferreira de Melo e neste sentido, só se muda o direito com atitude utópica. A utopia funciona para o Devir(6) - a mudança para o direito que deve ser - e quando se estuda a mudança, tratamos de política do direito, a busca do "EUSTOPO", que em grego significa lugar melhor - utopia.


A Política jurídica ao contrário da visão Kelseniana, parte de um postulado básico, e o pensamento do Professor Dr. Orlando Ferreira Melo(7), com o qual me coaduno é:

"... a norma jurídica, para ganhar um mínimo de adesão social que a faça voluntariamente obedecida, deve ser matizada pela idéia e sentimento do ético, do legítimo, do justo e do útil. Assim, a aceitação da norma irá depender menos de sua validade formal, que são meras observâncias técnicas, que da sua validade material, a qual, em nosso acordo semântico, é a qualidade da norma em mostrar-se compatível com o socialmente desejado e basicamente necessário à eticidade das relações humanas".


Vemos então, que o papel do político do direito, não pode apenas se restringir a uma representação corretiva da norma, mas sim, diferentemente do que pensa Kelsen e antes de tudo, prescritivo, trabalhando com a expectativa do futuro, tal qual um analista, que revisando o que está posto, busca novas idéias para aprimorá-lo de acordo com a visão que deve ter com relação à evolução social, sempre buscando aperfeiçoar o direito e as suas relações.


Entende, ainda, este ilustre mestre que à política de direito caberia, antes de tudo, intercomunicar os elementos que a constituem, compreendendo-se os âmbitos da Política e do Direito como espaços de permanentes e desejáveis influências recíprocas.


O Direito necessita da Política para continuamente renovar-se e a Política necessita do Direito para objetivar, em realidade, as reivindicações sociais legítimas, ou seja, propor um sistema de categorias, conceitos, princípios e normas capazes de assegurar não só as relações econômicas, mais justas, mas também o alcance de um ambiente social realmente ético e estimulador das práticas solidárias(8).

Notas:
(1) COELHO, Fábio Ulhoa, Para Entender Kelsen. 3.ª ed. Max Limonad, p.10.
(2) In Prólogo de Para Entender Kelsen, ob. citada, p.15
(3) Ob. citada
(4) Ob. Citada, p. 16
(5) MELO, Osvaldo Ferreira, Dicionário de Política Jurídica. Ob. citada, p. 77
(6) Aqui colocado na categoria de mudança ou deslocamento do que é e como está para alcance de um objetivo. Conforme o Prof. Dr. Orlando Ferreira Melo, In Dicionário de Política Jurídica, OAB/SC editora, p.30. Aplica-se, pois, tal significante ao significado teleológico da Política Jurídica, na mudança do direito que é para o direito que deve ser.
(7) MELO, Orlando Ferreira, Temas Atuais da Política do Direito, Sergio A.Fabris ed. p. 15.
(8) Ob. Cit. P. 14.


Geraldo Doni Júnior é mestre em Direito para gestão de empresas públicas e privadas, professor de direito civil, advogado.
postado no site www.paranaonline.com.br

sábado, 27 de novembro de 2010

PODERIO DE FOGO.


Ninguém imaginava, mas o fedor foi tanto que a Cantina do João Português esvaziou.

Guardem bem esta data, 26 de novembro de 2010, às 11.27 hs, foi impressionante! Pessoas jantavam, o bacalhau é delicioso! Outras, paqueravam e bebiam, não havia música, mas o ambiente era alegre.

Falávamos dos acontecimentos no Rio de Janeiro, o Bira tecia teorias inimagináveis, sobre a tomada dos morros, Aldo ruborizava a face ao lembrar canções da década boêmia onde o verdadeiro malandro usava navalha entre os dedos dos pés para a auto defesa, Mario Martines, bela alma argentina, festejava sua reconciliação com sua pequena namorada brasileira.

Enfim, todos conversávamos diversos assuntos, próprios para uma turma de meia idade em uma noite agradável de sexta feira.

O ambiente estava seleto, pessoas de diversas idades, incluindo a esposa do dono do estabelecimento que conversava com um casal inamistoso (se é que existe esta palavra). Contudo, tudo transcorria em harmonia, embora os atendentes estivessem estressados e o João Português dono do estabelecimento tivesse aumentado o preço da cerveja nos patamares de um night club (nós não sabíamos), viajávamos, jogando conversa fora.

Rodeavam a mesa: Bira, Dudu, Lara, Aldo, Mário (argentino), Pedrinho, Beto Psique e eu. Dudu, era o único que não absorvia a loira gelada, preferia a crioula da Pepsi light com Bacardi sei lá que tipo, mas, enfim, tava torrado!

Pois bem, o papo fluía naturalmente, sem muitos exageros e exaltações, ao meu lado, estava o Lara e ao lado dele estava o Aldo, em nossa frente se encontravam o Mario, o Dudu e o Pedrinho e na ponta da mesa estavam o Bira e o Beto.

De repente, fez-se o caos, silêncio, aquilo inundou o salão, tsunami, inigualável, para quem gosta, beirou a perfeição, perfeita obra do demônio. Enxofre misturado com algo pior, odor inatingível para a ciência humana. Este devia ser o cheiro dos umbrais mais profundos onde residem as almas dos pecadores mais perversos.

O autor silencioso, todos sabemos quem é, mas não temos prova. Porém é incompreensível como alguém que pesa, no máximo 55 quilos, tenha tanto poder de fogo. Inimaginável! Se fosse contratado pelo Comando das Forças Especiais ou sei lá o que do Rio de Janeiro, teria exterminado todos os traficantes em poucos segundos e seria desnecessária toda aquela parafernália vista nos canais de televisão de todo o País para ocupar as favelas da Penha, Vila Cruzeiro e Morro do Alemão. Arma letal!

Não sei se peido é narrável, mas este seria inenarrável, muito mais que simples fratulência, posto que, pasmem! Aquela pequena figura conseguiu esvaziar um recinto de aproximadamente 100 m², com umas 30 pessoas em poucos segundos. sem exageros! O terráqueo putrefacto eliminou toda e qualquer possibilidade de se permanecer naquele ambiente (insetos foram dizimados), detonando aquela bomba de tamanho poderio que obrigou a todos, sem exagero, sem toque de recolher, ou sequer um alarme a correrem para fora em busca de oxigênio.

Os antecedentes o entregaram, aliados a uma breve piscada contida num sorriso sarcástico. Contudo, surpreso, não esperava a ressonância de tamanha veleidade. Negou para não ser linchado, agora só lhe resta continuar negando a absurda proeza para não explicar a saúde do duto espelidor.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Aos amigos...



"Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.


Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,


o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos


povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar


nele nada mais é do que desaparecer para sempre.


Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar.


Voltar é impossível na existência.


Você pode apenas ir em frente.


O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.


E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.


Porque apenas então o rio saberá que não se trata de


desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.


Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.


Assim somos nós.


Só podemos ir em frente e arriscar."autor desconhecido

terça-feira, 26 de outubro de 2010

OBRIGADO

CADA UM DE NÓS COMPÕE A SUA HISTÓRIA...
e CADA SER EM SI CARREGA O DOM DE SER CAPAZ DE SER FELIZ...

Almir Sater e Renato Teixeira